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Um dia não sei quando
O público leitor está de parabéns porque tem à disposição mais esta obra que respira sentimentos, que tem ritmo, que revela o mundo mágico das palavras. É o inventário das mais variadas percepções da vida e dos infinitamente Outros, que o autor desnuda àqueles que, como ele, se nutrem do fazer poético. Mostra, por fim, com maestria, uma alma que canta e encanta. Profª Ivone Polidoro Franco
UM DIA NÃO SEI QUANDO
tenho andado de lado
como quem anda cheio
como quem anda e cai
como quem sai do meio
tenho andado sozinho
sinto falta da sua voz
metade dando bronca
metade sendo carinho
tenho andado triste
disfarço olho pro lado
um inseto incerto insiste
no meu olho machucado
nos caminhos em que ando
um dia não sei quando
no tropeço do seu passo
você e eu num abraço
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