Flávio Ferrarini
 
 

Um dia não sei quando

O público leitor está de parabéns porque tem à disposição mais esta obra que respira sentimentos, que tem ritmo, que revela o mundo mágico das palavras. É o inventário das mais variadas percepções da vida e dos infinitamente Outros, que o autor desnuda àqueles que, como ele, se nutrem do fazer poético. Mostra, por fim, com maestria, uma alma que canta e encanta. Profª Ivone Polidoro Franco

UM DIA NÃO SEI QUANDO

tenho andado de lado
como quem anda cheio
como quem anda e cai
como quem sai do meio

tenho andado sozinho
sinto falta da sua voz
metade dando bronca
metade sendo carinho

tenho andado triste
disfarço olho pro lado
um inseto incerto insiste
no meu olho machucado

nos caminhos em que ando
um dia não sei quando
no tropeço do seu passo
você e eu num abraço

Flávio Luis Ferrarini

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