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Obras

Cogumelos Amarelos
100 p.; 18,0x18,0 cm - Epigramas e poemas em prosa - Ilustrado - Ed. do Autor, 1994

“Depois de receber pelo menos uma dezena de nãos, decidi amarelar eu mesmo meus cogumelos. Além do que, mais cedo ou mais tarde, a teimosia acaba esvaziando as gavetas. É possível que não os tenha fertilizado o bastante. De qualquer modo, aqui estão. Se nocivos, alucionógenos, comestíveis ou coisa que preste, não tenho a mínima condição de dizer, pois me estou enraizado neles até a raiz dos cabelos. Mas deles desando com meus próprios pés. E manco na contradição. Coma-os se te apetecem. Coma-os, porém, pelo lado aceso, como um fósforo entre os dedos que vai queimando devagar a tua cabeça.” Assim apresenta Cogumelos Amarelos, dotado de uma influência surreal realmente notável. Verve afiada: humor, ironia e poder imagético incomuns marcam a poesia de Cogumelos Amarelos. Neste livro, o autor inova o estilo com a introdução de poemas em prosa. Não falta, porém, poemas breves, em verso e prosa. É uma poesia de imagens visuais que invertem a semântica dos lugares comuns, sempre acompanhada de um certo traço irônico que supera o sentimental e a visão moralista, embora esteja perpasada de um sentido ético.
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